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Cultura da solidariedade: somos todos irmãos

18/02/2020
Solidariedade
Estar a serviço das pessoas em situação de vulnerabilidade social cria laços de responsabilidade recíproca, algo indispensável para a construção da paz e da justiça.

​​​​A Rede Marista defende o valor da solidariedade. Estar a serviço das pessoas em situação de vulnerabilidade social cria laços de responsabilidade recíproca, algo indispensável para a construção da paz e da justiça.

Mas como isso se tradu​​​z na prá​​​tica?

A espécie humana sobreviveu ao longo dos séculos porque aprendeu que um indivídu​​o depende do outro. São ações como a proteção e a colaboração mútuas que fortalecem um grupo, uma tribo ou uma sociedade inteira.

Porém, em tempos de polarização sociopolítica e fechamento de fronteiras, esse aspecto gregário parece perder força. Estaríamos nós mais preocupados com os interesses particulares que com o bem-estar do próximo? Pois é justamente em meio a essa crise de valores que a cultura da solidariedade deve emergir – com ainda mais vigor.

Afinal, o brasileiro é um po​vo solidário?

Ser solidário é empenhar-se pelo bem comum. Não se trata apenas de desejar o melhor para a humanidade, mas, sim, de agir em prol da mudança.

O Papa Francisco alertou para essa questão durante conferência da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), em 2014. Em seu discurso, ele afirmou que “as nossas sociedades são caracterizadas por um crescente individualismo e pelas divisões. Isso acaba privando os mais fracos de uma vida digna e causa revolta contra as instituições”.

Desde então, a solidariedade tem sido uma das bandeiras do pontífice. De catástrofes ambientais a crises migratórias, todos os temas de impacto mundial reiteram a mesma ideia: é preciso ir além das diferenças e estender a mão a nossos irmãos. Somente assim conseguiremos prosperar.

De fato, momentos de dificuldade costumam aflorar sentimentos nobres. Basta observar nossa reação diante de uma tragédia. Quando uma enchente deixa dezenas de desabrigados em uma cidade, levam-se poucas horas para que se constitua uma corrente solidária. Voluntários doam comida, roupa de cama e mantimentos para que as famílias possam reconstruir suas vidas.

As campanhas do agasalho são outro exemplo positivo. Assim que o inverno se aproxima, instituições se mobilizam para arrecadar roupas e distribuí-las a quem não tem condições de pagar.

No entanto, essas ações pontuais não se traduzem em hábitos perenes. Prova disso está no World Giving Index, um ranking que avalia o quão caridosos são os países. No acumulado de 10 anos do levantamento, o Bras​il aparece na 74ª posição, entre 126 nações pesquisadas.

Quando se trata de ajudar um estranho, doar dinheiro ou destinar tempo a uma causa, ficamos atrás de lugares tão diversos quanto Senegal, Colômbia, Arábia Saudita, Haiti e Turcomenistão (Estados Unidos, Mianmar e Nova Zelândia lideram a lista de países mais benevolentes).

Isso não significa que os brasileiros sejam maus. O que falta é promover a cultura da solidariedade durante o ano inteiro, e não apenas quando acontece uma catástrofe. Para tanto, deve-se trabalhar a conscientização das pessoas e promover iniciativas perenes.

Como contribuir para a cultura ​da solida​riedade

Como dito anteriormente, a solidariedade é um dos valores da Rede Marista. Essa perspectiva entende que todos nós somos integrantes de uma mesma comunidade: a humana. Acreditamos na justiça social e no respeito às diferentes crenças e culturas.

No contexto em que estamos inseridos atualmente, devemos nos ver como responsáveis uns pelos outros, especialmente pelos mais vulneráveis.

​Diz o evangelho: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente” (Jo 10, 10). Infelizmente, não haverá plenitude enquanto houver irmãos sem mínimas condições de conquistar dignidade e bem-estar. É missão de todos, então, desenvolver ou participar de ações que visem ao bem comum. Eis algumas sugestões:

  • Trabalho voluntário – Idosos, pessoas com deficiência, famílias empobrecidas: a convivência com esses grupos nos sensibiliza para questões que fogem ao nosso cotidiano. Tão importante quanto doar dinheiro, investir tempo ao lado desses indivíduos mostra que todos têm uma história para contar. Assim, ao estreitar laços, percebemos nossas semelhanças.
  • Empreendedorismo – Empreender deve ser uma ferramenta de transformação. A contratação de jovens aprendizes, por exemplo, oportuniza que adolescentes em situação de vulnerabilidade social se insiram no mercado de trabalho, gerando renda para suas comunidades.
  • Sustentabilidade – Temos um único planeta. O uso sustentável dos recursos é fundamental para a manutenção da vida na Terra. Sendo assim, atitudes como reduzir o consumo de supérfluos, separar o lixo e destinar os resíduos a companhias de reciclagem também podem ser encaradas como ações solidárias.
Tem mais algum exemplo? Conte para nós! Envie um e-mail para [email protected]​ e ajude-nos a propagar ainda mais a cultura da solidariedade.​​